Pular para o conteúdo principal
Voltar para o Blog 15 de agosto de 2026 3 min de leitura

O que é e para que serve a CID?

O que é e para que serve a CID?

CID é a sigla para Classificação Internacional de Doenças, o sistema usado no mundo todo para identificar e codificar doenças, lesões e causas de morte com um único código alfanumérico. No Brasil, esse código aparece em atestados médicos, exames e, principalmente, na Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), e é fundamental no dia a dia da gestão de SST, já que influencia diretamente decisões que afetam tanto o trabalhador quanto a empresa.

O que é a CID?

A CID é mantida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, no Brasil, a versão mais usada ainda é a décima revisão, a CID-10 (a CID-11 já foi publicada pela OMS e está em processo gradual de adoção pelos países). Cada código combina uma letra e números que indicam a doença ou lesão com precisão. Problemas como LER/DORT recebem código na família M70, a perda auditiva induzida por ruído fica em H83.3, e a lombalgia ocupacional também tem sua própria classificação. Essa padronização é o que permite comparar dados de saúde entre empresas, regiões e até países de forma consistente.

Para que a CID é usada no contexto de SST

Na rotina de SST, é o médico do trabalho quem define o código CID adequado para caracterizar a doença ou lesão do trabalhador. Esse código aparece em atestados, no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e, principalmente, na CAT, documento que formaliza perante o INSS a ocorrência de um acidente ou de uma doença relacionada ao trabalho. É esse código que dá base técnica para toda a análise que vem depois, inclusive para decidir se cabe abrir a CAT dentro do prazo ou se o caso deve ser tratado como afastamento comum.

CID e a diferença entre afastamento comum e acidentário

O código CID informado ajuda o INSS a definir se o afastamento é tratado como doença comum, código B31, ou como acidente de trabalho / doença ocupacional, código B91. Essa diferença não é só burocrática: um afastamento acidentário garante estabilidade de até 12 meses após o retorno, gera depósito de FGTS mesmo durante o benefício e entra de forma diferente nas estatísticas oficiais da empresa.

Classificar errado o nexo entre a doença e o trabalho não é só um detalhe médico: pode gerar autuação, ação trabalhista movida pelo empregado e impacto direto no FAP e no SAT, elevando o custo do seguro acidente pago pela empresa por até dois anos.

Por que o SESMT precisa acompanhar isso de perto

O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) precisa acompanhar de perto cada CID registrado, porque é ele quem consegue cruzar a informação médica com o histórico de exposição a riscos daquele trabalhador. Esse acompanhamento evita duas situações ruins: deixar de abrir uma CAT quando ela é obrigatória, ou aceitar um nexo causal indevido que não tem relação real com o trabalho. Nos dois casos, quem perde é a empresa, seja por autuação, seja por custo desnecessário.

Documentação de afastamento, CAT e histórico de saúde ocupacional só funciona bem quando está centralizada e acessível na hora certa. Conheça a gestão digital de SST da GNRx e veja como organizar isso sem depender de planilha solta.

Precisa de ajuda com a gestão de normas e requisitos legais?

Converse com um de nossos especialistas e descubra como o GNRx pode transformar a gestão de conformidade da sua empresa.

Fale com um especialista