Antes de começar uma atividade fora da rotina, ou uma atividade rotineira porém de maior risco, tem uma pergunta que precisa ser respondida por escrito: o que pode dar errado aqui, e o que a equipe vai fazer pra evitar? Essa é a função da APR, a Análise Preliminar de Risco.
O que é a APR?
A APR é um documento que identifica, etapa por etapa, os riscos de uma atividade específica antes de ela começar, e define as medidas de controle e os EPIs necessários para cada risco encontrado. Diferente do PGR, que é o programa geral de gerenciamento de riscos da empresa como um todo, a APR é pontual: serve para uma tarefa, num local e momento específicos, muitas vezes exigida como pré-requisito de outras autorizações, como a Permissão de Trabalho da NR-35.
O que a APR deve conter

- Identificação da empresa, do local e da equipe executante
- Descrição da atividade a ser realizada
- Etapas da tarefa, uma a uma
- Riscos identificados em cada etapa
- Medida de controle ou EPI correspondente a cada risco
- Assinatura do executante e do responsável técnico, autorizando o início
Quando fazer uma APR

Sempre que a atividade sair da rotina já mapeada no PGR: uma manutenção não programada, um trabalho em altura pontual, uma entrada em espaço confinado, um serviço em área elétrica energizada. A lógica é simples: quanto mais específica e incomum a tarefa, maior a chance de um risco não estar previsto nos procedimentos padrão. É exatamente isso que a APR existe pra capturar antes que vire acidente.
Por que a APR é importante
E, assim como outros documentos de SST, também serve como evidência: em caso de acidente, mostra que a empresa analisou os riscos previamente e tomou as medidas cabíveis antes de autorizar o trabalho.