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Estudo liga medo da IA a condutas contraproducentes no trabalho

Entenda o que o estudo da WSU mostra sobre o medo de ser substituído pela IA, o que ele não diz e o que a gestão de SST pode revisar.

A Washington State University (WSU) divulgou um estudo, publicado na revista Occupational Health Science, que associa o medo de ser substituído pela inteligência artificial a mais comportamentos contraproducentes no trabalho. É uma pesquisa acadêmica: aponta associação, não causa, e não altera nenhuma norma.

O que o estudo mediu

A pesquisa é liderada por Tahira M. Probst, professora de psicologia da WSU Vancouver, com a pós-graduanda Rebecca Lindgren e pesquisadores da Itália e da Bélgica. Cobriu trabalhadores de 18 setores. A exposição de cada setor à IA veio do índice AI Industry Exposure, uma base de dados objetiva já existente, e não da percepção dos entrevistados.

O que os resultados mostram

  • Quem se preocupa com o futuro da própria ocupação teve mais desengajamento moral: justificou com mais frequência comportamentos que normalmente consideraria inadequados.
  • Esse desengajamento esteve associado a mais comportamentos contraproducentes autorrelatados, como navegar na internet no horário de trabalho ou chegar atrasado.
  • Os efeitos foram mais fortes em setores muito expostos à IA, como finanças e seguros, e mais fracos em setores com menos mudanças previstas, como silvicultura e construção.

O que o estudo não diz

Os comportamentos foram relatados pelos próprios trabalhadores. O material divulgado não informa o tamanho da amostra, o país da coleta nem o tamanho dos efeitos, e não trata de acidentes, uso de EPI ou atalhos em procedimentos.

O que a gestão de SST pode revisar

Os pesquisadores recomendam que os empregadores prestem atenção à forma como discutem e implementam a IA, para manter os funcionários engajados e apoiados. Desde 26 de maio de 2026, a nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 manda o gerenciamento de riscos considerar os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

Vale conferir se a implantação de IA aparece no registro de mudanças organizacionais e se o inventário de riscos psicossociais do PGR considera a forma de comunicar essas mudanças aos trabalhadores.

Implantar IA também é uma mudança organizacional, e o jeito de comunicá-la entra na conversa sobre riscos psicossociais.
Conteúdo informativo, não substitui orientação jurídica. O estudo aponta associação, não causa, e não altera a NR-1.

Fontes

Riscos psicossociais ligados a mudanças pedem registro, critério e prova do que foi avaliado: gestão de SST com rastreabilidade. Conheça a GNRx
EG
Equipe GNRx

Conteúdo produzido pela equipe de SST e jurídico do GNRx, nascido dentro do escritório Gontijo Mendes Advogados.

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